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Weekly Note

Economias da América Latina

Análise da evolução económica recente: Brasil e Chile

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Os indicadores económicos recentemente divulgados parecem demonstrar que as maiores economias da América Latina iniciaram o ano com um desempenho superior ao esperado, apesar do agravamento da pandemia. Tal como se pode observar no gráfico abaixo, nestes países, a pandemia Covid-19 parece estar longe do fim, assistindo-se a novo aumento do número de infeções diárias, em geral. Ao mesmo tempo, as pressões inflacionistas na região têm vindo a intensificar-se, levando os respetivos bancos centrais a adotar uma postura mais restritiva.

Agravamento recente da pandemia na América Latina

Fonte: OurWorldinData

A Fitch, no seu relatório intitulado What Investors Want to Know: Latam Sovereigns publicado em fevereiro deste ano, enumera alguns dos principais riscos para as economias da região. A agência de rating afirma que a evolução da pandemia (incluindo novas variantes) e o rollout do processo de vacinação permanecem incertos e poderão adiar a retirada das medidas de distanciamento social, afetando negativamente a recuperação económica. A Fitch também alerta para a incerteza, associada ao impacto de longo prazo da pandemia, no crescimento económico, dado o aumento do desemprego. São ainda mencionados desafios ao nível da consolidação orçamental, dados os riscos de uma recuperação económica inferior ao esperado e da necessidade de continuarem a ser adotadas medidas fiscais expansionistas. Por fim, são mencionados os riscos de instabilidade social e de maiores tensões políticas. A degradação social e a destruição de emprego associada à pandemia aumentam o risco político, não sendo de excluir o incremento das mobilizações sociais. As eleições em vários países, este ano, poderão provocar um abrandamento no processo de ajustamento em curso ou vir a influenciar o ritmo das reformas pós pandemia.

Em seguida faremos uma síntese dos mais recentes desenvolvimentos económicos nalgumas das principais economias da América Latina. Nesta semana, trataremos dos dados relativos às economias Brasileira e Chilena, deixando o México e a Colômbia para a próxima weekly note (19/4/2021).

Brasil

No que se refere ao Brasil e tal como pode ser observado no gráfico abaixo, o número de novas infeções tem vindo a aumentar a um ritmo elevado. O agravamento da pandemia parece estar diretamente relacionado com o surgimento de novas variantes, a par da lenta implementação do programa de vacinação e da má gestão do surto por parte das autoridades federais. A curva de novas infeções poderá estar agora a começar a abrandar, mas serão precisos mais dados para o confirmar.

Evolução do número de novas infeções por covid-19

Fonte: OurWorldinData

Em janeiro, o índice de atividade económica do Banco Central, IBC-BR, considerado como um indicador preliminar para o PIB, registou uma subida de 1,0% em termos mensais, acima do consensus de 0,5%. Numa base anual, o índice aumentou 1,3% versus 0,3%, em dezembro. Deste modo, o indicador sinalizou um crescimento económico superior ao esperado no início deste ano sobretudo devido ao aumento da produção industrial e à resiliência de alguns segmentos de serviços. No entanto, o agravamento da pandemia e consequente imposição de novas medidas de restrição, nalgumas cidades chave, decerto irão diminuir o momentum no primeiro trimestre como um todo, para o qual será expectável uma estabilização ou crescimento muito modesto do PIB, em termos trimestrais. No segundo semestre do ano, poderá ter lugar uma recuperação caso o programa de vacinação permita o retomar da atividade nalguns setores chave.

Índice IBC-BR (2018-21)

Fonte: Bloomberg

Pela positiva, destaca-se também o relatório de criação de emprego, CAGED, que revelou uma criação líquida de 260 mil postos de trabalho, em janeiro, versus 66 mil, no período homólogo do ano anterior, e comparável com uma média de 74 mil para os meses de janeiro, desde o início da série. Os dados ajustados sazonalmente apontam para um aumento do emprego, em 250 mil pessoas, após uma subida de 360 mil, em dezembro. A criação de emprego foi dispersa pelos vários setores de atividade, mas com especial destaque nos serviços e no comércio. No entanto, o recente agravamento da pandemia também deverá, de alguma forma, suspender esta recuperação devido ao aperto das restrições. Inquéritos mais recentes parecem demonstrar que as empresas estão menos otimistas para a evolução dos seus resultados, no curto prazo, e que as intenções de contratação são fracas. Assim sendo, a taxa de desemprego de 14,2%, em janeiro, não deverá registar descidas adicionais, embora possa manter alguma estabilidade uma vez que o governo deverá renovar o mecanismo de layoff, o qual permitiu “manter” cerca de 10 milhões de empregos, em 2020.

A recente criação de emprego deverá abrandar devido ao agravamento da pandemia

Fonte: Bloomberg

Contudo, em março, o índice de confiança do consumidor FGV (Fundação Getulio Vargas) diminuiu para 68,2 versus 78,0, em fevereiro, o que corresponde ao mais baixo nível desde maio’20. O recuo deveu-se sobretudo à queda do índice de expectativas, o qual passou de 84,8 para 72,5, enquanto o índice de condições atuais diminuiu 5,5 pontos para 64,0. A explicar a queda encontram-se preocupações generalizadas com a pandemia, bem como uma degradação do sentimento face à situação financeira das famílias e ao desemprego. O indicador FGV sugere um forte abrandamento na despesa do consumidor, no primeiro trimestre do ano, devido à imposição de novas medidas de confinamento. A acrescer importa referir a interrupção, no início deste ano, da ajuda do governo ao rendimento das famílias, a qual sustentou o consumo privado no segundo semestre do ano passado.

Índice de confiança do consumidor FGV no valor mais baixo, desde maio’20

Fonte: Bloomberg

Os dados de vendas a retalho de janeiro já tinham mostrado a mesma evidência. Em janeiro, os volumes de vendas a retalho diminuíram 0,2%, em termos mensais, a primeira queda mensal dos últimos 7 meses. Numa base anual, os volumes aumentaram 0,3%, abaixo dos 4,1% registados no quarto trimestre de 2020. De referir que as vendas mensais caíram em 5 das 8 principais categorias, com destaque para o recuo de 26,5% no material de escritório, computadores e equipamentos de comunicações, os quais já tinham registado uma queda de 2,7%, em dezembro. As vendas em supermercados e hipermercados diminuíram 1,2% e as vendas de automóveis registaram uma queda mensal de 3,6%. O agravamento da pandemia e a imposição de novas medidas de restrição, bem como a interrupção da ajuda do governo às famílias, as pressões inflacionistas e a depreciação cambial são fatores explicativos. No curto prazo, será expectável a manutenção de alguma fraqueza, até porque os bancos também estão mais cautelosos na concessão de crédito ao consumo. No decurso do resto do ano poderá haver lugar a alguma recuperação à medida que o rollout da vacina prossegue e com a retoma das ajudas ao rendimento das famílias.

Vendas a retalho de novo em queda

Fonte: Bloomberg

Em fevereiro, a produção industrial caiu 0,7%, face ao mês anterior, a primeira contração mensal desde o colapso de 19,5% registado em abril’20. O recuo, em base mensal, foi sobretudo devido à queda de 4,6% na produção de bens duradouros, que já tinha diminuído 1,0% em janeiro. A produção de bens não duradouros caiu 0,3%, face ao mês anterior, após um aumento de 1,7% em janeiro. Por exemplo, a produção de automóveis diminuiu 7,2%, face a janeiro, em função das paragens e constrangimentos no abastecimento de semicondutores provocadas pela pandemia. Tal como se pode observar no gráfico abaixo, a produção industrial recuperou cerca de 40% de abril a janeiro, estando agora a ressentir-se. O outlook de curto prazo ainda é desafiante mas poderemos assistir a uma recuperação no decurso do terceiro trimestre.

Evolução recente da produção industrial

Fonte: Bloomberg

Em março, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) aumentou 0,9% face ao mês anterior, a maior subida verificada neste mês, desde 2015. Em base anual, a taxa de inflação aumentou para 5,5% versus 4,6%, em fevereiro, o valor mais elevado desde o início de 2017.

A subida mensal foi sobretudo explicada pelos aumentos dos preços nos Transportes e na Habitação. Os transportes aumentaram 3,8%, devido à subida de 11,6% nos preços dos combustíveis, e a Habitação aumentou 0,7%, face ao mês anterior, onde se destaca a subida de 4,6% nos preços do gás de botija.

O aumento dos preços dos combustíveis levou à recente subida da taxa de inflação (IPCA-15)

Fonte: Bloomberg

Já o indicador de inflação Core aumentou 0,4%, face ao mês de fevereiro, versus 0,1% em março de 2020. Em base anual, a taxa Core aumentou para 3,2% versus 3,0% em fevereiro.

Os indicadores de inflação continuam assim a refletir a subida dos preços das commodities e a depreciação do real, apesar do agravamento da pandemia. Estes dados deverão obrigar o Banco Central do Brasil (BCB) a subir novamente as taxas de juro de referência, em maio, para 3,50% (+75bp), tal como admitido pelo próprio Comité do Banco.

Inflação e depreciação cambial

Fonte: Bloomberg

Adicionalmente, o relatório de inflação do BCB, divulgado em março, salienta a deterioração do outlook de curto prazo do nível geral de preços. A aceleração das pressões inflacionistas levou o BCB a rever em alta a sua estimativa para a inflação, em 2021, de 3,4% para 5%, bastante acima do objetivo de 3,75% definido para este ano. O BCB afirmou ainda que a probabilidade da taxa de inflação terminar acima de 5,0%, em 2021, passou de 8% para 41%.

O efeito base da queda dos preços do petróleo, na primeira metade de 2020, deverá provavelmente pressionar ainda mais a subida da taxa de inflação, que poderá atingir 7,9% já em junho, reduzindo-se posteriormente, de forma gradual, até atingir 5% no final do ano.

No cenário mais provável, o BCB deverá proceder a uma subida da taxa de juro diretora em 75bp, em maio, seguida de mais três aumentos de 50bp, para que a Selic termine 2021 em cerca de 5%. Não será de excluir um ritmo mais modesto de subidas de taxas de juro caso o controle da pandemia se revelar mais difícil e a recuperação económica for mais fraca.

Expetativas para a inflação e potencias subidas na Selic

Fonte: Bloomberg

Segundo o BCB as atuais pressões inflacionistas deverão ser temporárias, com a taxa de inflação a abrandar para 3,5%, no quarto trimestre de 2022, em linha com o objetivo para esse ano. No entanto, convém salientar que no próximo ano terão lugar eleições, o que poderá trazer alguma volatilidade cambial, podendo pressionar em alta as expectativas de inflação, forçando o BCB a novas subidas de taxas de juro.

O BCB reviu em baixa a sua estimativa de crescimento de PIB para este ano de 3,8% para 3,6% devido ao agravamento da pandemia que deverá prejudicar a evolução económica na primeira metade do ano. O Banco Central considera que o programa de vacinação deverá sustentar uma recuperação económica, a partir do terceiro trimestre do ano, sendo que a solidez da atividade industrial deverá compensar alguma fraqueza nos serviços.

Em termos de enquadramento político convém relembrar que terão lugar eleições em 2022. A má gestão da pandemia, por parte do governo, tem provocado uma queda na taxa de aprovação do Presidente Bolsonaro, mas ainda assim a maioria dos cidadãos brasileiros está contra o seu impeachment. As medidas de apoio direto do governo às famílias e as políticas de caracter mais populista têm sustentado a sua manutenção.

Em suma, a recuperação económica no Brasil parece estar a perder algum momentum no primeiro trimestre do ano devido ao agravamento da pandemia e ao lento programa de vacinação. O surgimento de pressões inflacionistas deverá desencadear novas subidas de taxas de juro, as quais deverão ser monitorizadas já que poderão ter um efeito mais ou menos nefasto no evoluir da atividade económica. No médio prazo, se o processo de vacinação se revelar eficaz, a inflação estiver controlada e as exportações de commodities e alimentos registarem um crescimento sólido, é possível que a retoma económica volte a acelerar.

Chile

No que se refere ao Chile e tal como pode ser observado no gráfico abaixo, o número de novas infeções tem estado a aumentar recentemente devido ao final das medidas de distanciamento social, naquele que é um dos países mais avançados em termos de vacinação a nível mundial. De facto, o Chile já tem 30% da população vacinada, mas o levantamento antecipado de restrições e sobretudo a permissão de viagens internacionais abriram portas à entrada de novas variantes do vírus, fazendo escalar o número de casos. Assim sendo, o governo viu-se obrigado a implementar novas medidas de confinamento e a reintroduzir ajudas ao rendimento das famílias.

Evolução de novas infeções por covid-19 no Chile

Fonte: OurWorldinData

O Chile tem já vacinada cerca de 30% da população

Fonte: OurWorldinData

No quarto trimestre de 2020, o PIB cresceu 6,8%, em termos trimestrais, após um aumento de 5,1% no terceiro trimestre. Assim sendo, no ano 2020 como um todo, o PIB recuou 5,8%, ficando 2,5% abaixo do nível pré pandemia. Nos últimos meses do ano, os principais drivers foram o setor de construção e o retomar de alguns serviços, uma vez que a pandemia esteve controlada e vários setores tinham reaberto. De facto, no quarto trimestre de 2020 o consumo privado aumentou 7,2%, face ao trimestre anterior, beneficiando das ajudas ao rendimento das famílias e das baixas taxas de juro. O investimento aumentou 11,0% devido sobretudo ao setor de construção, constituindo uma aceleração face ao crescimento de 4,2% no terceiro trimestre. Já as exportações líquidas pesaram sobre o crescimento do trimestre uma vez que as importações aumentaram 6,7% enquanto as exportações subiram apenas 3,4%.

Recuperação económica desde junho’20

Fonte: Bloomberg

Em fevereiro, o índice de atividade económica do Banco Central do Chile, IMACEC, considerado como um indicador preliminar para o PIB, registou uma subida de 0,9%, em termos mensais, após um aumento de 1,3% em janeiro.

A subida mensal foi sobretudo explicada pela atividade não mineira, que aumentou 1,1% em fevereiro, após um ganho de 0,5%, em janeiro. Já o output de mineração caiu 0,7%, em termos mensais, embora tivesse aumentado 7,1%, em janeiro. Destaque pela positiva para o quarto aumento consecutivo na atividade de serviços, embora a manufatura também tenha registado um bom comportamento aumentando 1,0% face ao mês anterior. Pela negativa, o recuo de 0,4% no setor de retalho, a primeira queda mensal, desde abril’20, possivelmente devida à interrupção nas ajudas diretas ao rendimento das famílias e ao impacto da segunda vaga de Covid. Em suma, a recuperação económica parece ter prosseguido, mas a reintrodução de medidas de confinamento deverá provocar uma perda de momentum nos próximos meses. A partir do terceiro trimestre, a aceleração da atividade económica poderá reacender-se devido à previsível reabertura da economia, assente num programa de vacinação bem sucedido e no efeito prolongado dos estímulos monetários e fiscais.

Índice de atividade económica (IMACEC)

Fonte: Bloomberg

Em fevereiro, as vendas a retalho, no Chile, aumentaram 4,0%, face ao período homólogo do ano anterior, versus 5,8% em janeiro. Anteriormente ao agravamento da segunda vaga de Covid o consumo privado estava resiliente beneficiando também das ajudas fiscais e das baixas taxas de juro. No curto prazo, a deterioração no número de infeções e a reintrodução de novas restrições e confinamentos localizados deverão ter impacto negativo.

A produção industrial caiu 0,1%, face ao mês anterior, após dois ganhos mensais consecutivos. A descida mensal ficou a dever-se sobretudo à queda da produção mineira de 0,2%, face ao mês anterior. Já a produção manufatureira aumentou 0,1%, em termos mensais, a terceira subida consecutiva.

Tal como se pode observar no gráfico abaixo, o segmento do comércio a retalho continua a liderar a recuperação, com as vendas a retalho 7,4% acima do nível pré pandemia. A produção industrial, por seu turno, está a apresentar um certo desfasamento temporal.

Vendas a retalho vs Produção industrial

Fonte: Bloomberg

Em 2020, o Chile registou um excedente da balança corrente de 3,4 mil milhões de dólares, equivalente a 1,4% do PIB, o primeiro superavit no espaço dos últimos 10 anos. A explicar este saldo positivo esteve o excedente comercial de 13,4 mil milhões de dólares que compara com o défice de 2,2 mil milhões de dólares, registado em 2019. A pandemia provocou uma queda anual de 16,2% nas importações, em 2020, enquanto as exportações subiram 6,9%. Para este ano é esperada uma normalização da situação, sendo expectável que o Chile venha a registar um défice na balança corrente de cerca de 1,0% do PIB, próximo do intervalo histórico. Para já, no mês de fevereiro, as importações aumentaram 30% face ao ano anterior enquanto as exportações cresceram 18,3%. A subida dos preços das commodities, em especial do cobre, deverá impulsionar as exportações. Por seu turno, a aceleração no consumo doméstico e no investimento deverão ajudar ao crescimento das importações.

Em março, o Banco Central do Chile (BCC) manteve inalterada, por unanimidade, a sua taxa de juro de referência em 0,50%, tal como era esperado pelos analistas, correspondendo este nível ao valor mais baixo, desde 2010. O BCC afirmou que a recuperação económica global prossegue, o que juntamente com a subida dos preços do cobre deverá constituir um fator positivo para o Chile. Já em termos domésticos, o BCC salientou que a recuperação no final do quarto trimestre de 2020 e início do primeiro trimestre de 2021, foi mais forte do que o esperado. Porém o agravamento da pandemia deverá restringir temporariamente o crescimento económico, embora não espere um cenário semelhante ao primeiro confinamento uma vez que as empresas já se adaptaram às restrições e o governo também levará a cabo novas ajudas fiscais às famílias.

O BCC afirmou que a inflação tem estado volátil nos últimos meses, mas permanecendo próxima de 3% em base anual. As expectativas de inflação permanecem relativamente estáveis. O BCC afirmou ainda que no seu entender a manutenção da política monetária acomodatícia ainda é necessária e como tal as taxas de juro deverão permanecer estáveis até que a recuperação do setor de serviços comece a dar sinais.

Assim sendo, tendo em conta a evolução da pandemia e acautelando potenciais riscos políticos é expectável que as taxas de juro permaneçam nos níveis atuais nos próximos trimestres. No final do ano, com a consolidação da recuperação económica assente num programa de vacinação potencialmente eficaz, um eventual pick-up nas pressões inflacionistas poderá levar a subidas moderadas nas taxas de juro.

Em termos de enquadramento político importa referir que este ano terão lugar eleições presidenciais, no mês de novembro. Embora não se possam excluir riscos, a gestão eficaz da pandemia por parte do governo aumentou a sua taxa de aprovação e reduziu a probabilidade de partidos no extremo do espectro político virem a ganhar tração.

Indicadores de confiança

Fonte: Bloomberg

Em suma, a recuperação económica no Chile parece progredir embora seja expectável um arrefecimento da atividade no segundo trimestre do ano devido ao aumento do número de infeções e à introdução de novas medidas de distanciamento social. No terceiro trimestre a recuperação económica deverá acelerar devido à reabertura gradual da economia assente num programa de vacinação executado a bom ritmo, à subida dos preços das commodities e ao efeito prolongado dos estímulos monetários e fiscais. De referir que o FMI estima um crescimento de 6,0% para a economia chilena, em 2021. Os principais riscos para o outlook deste ano são a evolução da própria pandemia, os riscos políticos e o aumento da inflação. 

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