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Novo episódio na “guerra” comercial EUA/China

Sixty Degrees não valoriza potencial impacto no crescimento económico americano

Na semana passada assistimos a mais um episódio na “guerra” comercial entre EUA e China, com o governo chinês a anunciar a imposição de tarifas adicionais no valor de 75 mil milhões de dólares sobre a importação de produtos americanos. A taxa de 25% sobre os automóveis, que se encontrava suspensa, será reposta a partir de 15 de dezembro e serão aplicadas novas tarifas de 5% a 10% sobre produtos agrícolas e petróleo, com data de início a 1 de setembro.

Em resposta pelo Twitter, Trump anunciou um incremento das atuais tarifas sobre as importações chinesas de 25% para 30%, sobre 250 mil milhões de dólares, e de 10% para 15%, sobre 300 mil milhões de dólares de produtos.

No que respeita à questão da “guerra” comercial, importa colocar em perspetiva o que pode ser o seu impacto real, nomeadamente nos EUA. Na economia americana como um todo, cujo valor é superior a 20 biliões de dólares, as tarifas anunciadas de 75 mil milhões de dólares têm um peso de apenas 0,38%. De realçar também que as importações provenientes da China, cerca de 558 mil milhões de dólares pesam apenas 3% no PIB americano. Já as exportações dos EUA para a China, cerca de 179 mil milhões de dólares, correspondem a um valor inferior a 1% do PIB americano.  Desta forma e contrariamente ao que muitas vezes é veiculado nos meios de comunicação social, o impacto real da chamada “guerra” comercial sobre a economia americana deverá ser reduzido.

A “guerra” comercial também tem sido assinalada como o fator determinante para o recuo do comércio mundial. No entanto, de acordo com dados históricos divulgados pelo Banco Mundial, podemos concluir que o peso do comércio mundial registou o seu pico em 2008 e que tem vindo a desacelerar desde essa altura.

O comércio mundial atingiu um máximo em 2008, registando um recuo desde então.
Fonte: Banco Mundial

Segundo dados do Banco Mundial, o peso do comércio externo (exportações mais importações) no PIB é de 26,6% no caso dos EUA e de 37,1% no caso da China. O Japão também apresenta um valor inferior à barreira dos 40%, situando-se em 31,2%. Nestes 3 países a economia doméstica representa uma base de sustentação forte que os torna menos vulneráveis a uma retração adicional no comércio mundial. Por oposição, destaque para a Alemanha, cujo peso do comércio externo no PIB iguala 84,3%, a França com 60,5% e a União Europeia, como um todo, com 82,6%. Dado o elevado grau de abertura ao exterior da economia alemã é natural que este país seja um dos principais perdedores num cenário de maior protecionismo e de regresso a acordos de comércio bilaterais. Deste modo, conclui-se que a “guerra” comercial EUA/China poderá ter efeitos mais nefastos noutras economias que não as duas propriamente envolvidas.

Os países com maior grau de abertura ao exterior têm sofrido as maiores revisões em baixa de crescimento económico.

Fonte: FMI

Neste contexto, a Sixty Degrees considera que a “guerra” comercial deverá ter um impacto reduzido no crescimento económico dos EUA e como tal reitera a sua visão favorável à manutenção do investimento de médio prazo em dólares e ações americanas.

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